sexta-feira, fevereiro 08, 2008

ZUMBIS NO ELEVADOR

Moro num prédio cheio de zumbis. Eles estão por toda parte, todos os lados; mas os encontro frequentemente no elevador. Tenho medo; sei que eles podem me contaminar e não quero me tornar um zumbi.

É fácil identificar um zumbi, basta observar as seguintes características: não há sorriso no rosto, nem brilho no olhar e eles são completamente surdos e nunca respondem um “bom dia” quando você fala.

É claro, ninguém é obrigado cumprimentar vizinhos, falar com os colegas de trabalho ou ser gentil com estranhos; afinal, há dias que acordamos com o pé esquerdo, que conhecemos todas as leis de Murphy antes do meio-dia e nem todo mundo tem tanto motivo assim para sorrir a toa; mas zumbis são aqueles sujeitos que ignoram que existem outros seres humanos e só saem de suas cavernas e estabelecem contato quando há um genuíno interesse em ganhar algo com essa aproximação. Suas conversas tem teor de segunda intenção; seus sorrisos são tão ilusórios quanto miragem no deserto.

Se você acha exagero; olhe para o lado. Não se assuste, mas garanto que há um, agora mesmo, pertinho de você. Embora não haja cura a curto prazo para essas pessoas e o zumbicionismo seja contagioso, podemos evitar contrair essa doença seguindo os seguintes passos:

• Não mude quem você é por causa dessas pessoas, quero dizer, zumbis;
• Não deixe de tratar gentilmente outras pessoas porque acabou de cruzar com um zumbi no elevador que fingiu que você não existia;
• Por fim, lembre-se sempre do mantra*: “Eles são muitos, mas não podem voar”.

Frank


* Frase que faz parte da letra da canção do Ednardo “O Pavão Misterioso”, tema da novela Saramandaia (anos 70) da TV Globo.

Pavão Misterioso


Pavão misterioso
Pássaro formoso
Tudo é mistério
Nesse teu voar
Ai se eu corresse assim
Tantos céus assim
Muita história
Eu tinha prá contar...(2x)

Pavão misterioso
Nessa cauda
Aberta em leque
Me guarda moleque
De eterno brincar
Me poupa do vexame
De morrer tão moço
Muita coisa ainda
Quero olhar...

Pavão misterioso
Meu pássaro formoso
Tudo é mistério
Nesse teu voar
Ai se eu corresse assim
Tantos céus assim
Muita história
Eu tinha prá contar...

Pavão misterioso
Meu pássaro formoso
No escuro dessa noite
Me ajuda, cantar
Derrama essas faíscas
Despeja esse trovão
Desmancha isso tudo,
Que não é certo ou não...

Pavão misterioso
Pássaro formoso
Um conde raivoso
Não tarda a chegar
Não temas minha donzela
Nossa sorte nessa guerra
Eles são muitos
Mas não podem voar...

Eles são muitos
Mas não podem voar!...

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