sábado, fevereiro 03, 2007

Espera que Eu Te Alcanço


Não consegui escrever, nem consegui falar

Mas saiba embora seja difícil me comunicar com você

Sua forma, seu brilho não deixa de me inspirar


Vou viajar, Lua minha, mas não posso me distanciar do seu brilho.

Ele é presente, como palavras que preciso escutar

Música numa sinfonia perfeita chamada Tempo e Distância



Se você viesse a terra, Lua minha, não te deixaria mais pro céu voltar

Mas sei que você sempre estará ai no céu

Esperando por mim, esperando que eu possa

Novamente em você e por você, palavras voltar a desenhar


Por isso não me peça para eu te esquecer, pois você está comigo todo o tempo

Feijão Com Arroz

Ela não me viu partir. Deixei sinais, pistas propositais, como um criminoso que deseja ser pego, deixei as minhas digitais emocionais em seu corpo; nos abraços eternos, nos olhares de adeus, mas ela não percebeu, até quando era tarde demais.

Tarde demais é quando o amor respira pela ultima vez; é quando o relacionamento acaba de morrer; é quando chegamos a um ponto de não retorno; é quando o que foi, não tornará a ser.

O amor desse ponto em diante vira uma lembrança, um prato favorito que se tornou feijão com arroz. A solidão já não assusta, pois percebemos que já estávamos sozinhos, mesmo acompanhados.
Então cai a máscara, as cortinas de abrem e percebemos que o show vai continuar. O amor que parecia só ocorrer uma vez na vida revela sua múltipla face e percebemos aliviados: voltaremos a amar.
Ela não me viu partir, mas não a perdi, ela que me perdeu.

Seus olhos ainda brilham no meu coração, mas não mais como um sol único no meu céu e sim como estrela distante numa imensidão com outras tantas.

Dois Chicos

Há pessoas pelos quais choramos e que não merecem um terço da nossa consideração. Há amigos que se afastaram e que não fazem a menor questão de saber se estamos vivos. Estranhamente, dedicamos boa parte de nosso tempo nessa reconciliação inútil. Tentando resgatar algo que já não tem mais razão de ser, investindo em manter um laço que já não mais existe. Contudo, há pessoas que cruzaram o nosso caminho no passado e marcaram a nossa vida definitivamente. Essa amizade foi tatuada de tal forma que mesmo se ficarmos uma década sem vermos essas pessoas, quando as reencontramos, é como se tempo algum, nem distãncia tivesse nos separado. Com Jean foi assim.


Éramos ambos Chicos, trabalhando no Macdonald´s da Barão de Iatapetininga, no centro de São Paulo e nos tornamos amigos. Adorávamos filmes e boa música, tínhamos os mesmos objetivos em relação a vida, apesar de termos ritmos diferentes: Jean era calmo, eu agitado; ele meditava, eu corria; eu queria castelos de cartas, Jean investiu em terreno e tijolos. Quando eu o vi pela ultima vez em 1995, ele já tinha a sua família, eu apenas minha estrada solitária.


Nunca dizemos adeus, mas quando percebemos os anos nos atropelaram, endereços se perderam, telefones foram trocados e os amigos caíram no anonimato, mas sempre acreditei que um dia iria reencontrá-lo – eu estava errado – ele que me encontrou. Fui rastreado pelo google, procurado por orkuts, msns e ondas da internet, até que Jean me localizou e veio mostrar que a nossa amizade não mudara, o mesmo não podia ser dito sobre as nossas barrigas...


Reencontrei meu amigo e percebemos que só o que ficou perdido foram os anos que passaram em segundos para o tempo do mundo. Jean estava lá com o velho Chico a conversar. Uma década de experiências e memórias resumidas em duas horas de bate papo ao som de boa música em um bar no centro da cidade. A São Paulo cinza tornou-se um pouco mais colorida, Sampa, essa cidade que distancia pessoas e as tornam estranhas reaproximou dois Chicos com anos de histórias para contar e muito mais, agora em diante, para compartilhar.

O Dia em que a Música Morreu



A primeira canção que ouvi do Buddy Holly foi “That´ll be the Day” num velho álbum do filme American Graffiti que comprei em 1990. Já conhecia e amava as canções dos anos 50, um dos melhores filmes que eu assistira, era o musical La Bamba, mas até então, eu não sabia que aquele cantor com um estilo de voz único era o mesmo cantor de óculos que tinha morrido num acidente aéreo junto com Richard Valens em 1959.

Eu amei as canções do Buddy “logo de ouvido” e fui pouco a pouco tendo acesso a sua obra e a sua história.

Charles Hardin Holley, 22 anos, tinha apenas três de carreira. Mesmo em tão pouco tempo, deixou um legado musical surpreendente, com composições tão complexas quanto criativas. O suficiente para garanti-lo na seleta galeria das lendas mais genuínas da música pop. Há muito matéria sobre Buddy na internet, não vou tentar narrar o que é muito fácil encontrar via google por ai, mas o que queria mesmo fazer era uma pequena homenagem nessa semana em que o mundo lembra do acidente que vitimou Buddy Holly, Ritchie Valens e Big Bopper em 03 de fevereiro de 1959, num dia que ficou conhecido como o Dia em que a Música morreu.

Muitos cantores como Raul Seixas e Lulu Santos aqui no Brasil e os Beatles e Rolling Stones na Inglaterra eram fãs incondicionais do Buddy e seus trabalhos foram profundamente influenciados por Buddy e sua banda Crickets ( a primeira canção gravada por Mick Jagger e a sua turma foi “Not Fade Away” e o próprio nome Beatles foi criado em homenagem aos Crickets) . O grande cantor e compositor Don Maclean gravou nos anos 70 seu grande clássico "American Pie", uma canção que se tornou a mais bela homenagem a esse grande cantor.

Na minha vida, everyday, as canções continuam sendo trilha sonora de meus momentos especiais.

Frank

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Lua



Que saudade tenho da sua beleza
De caminhar em você
De ver a Terra através de seu solo

Quantas vezes briguei com São Jorge
Ciumento, ele tenta impedir
Que eu escreva pra você


Mas ele não pode impedir
Esse amor que só quer fluir
Ir em você e voltar pra mim

Por isso, Lua, continue a brilhar
a me inspirar e iluminar
Em você um dia eu hei-de chegar

E Lua, vou te amar
Como eu vou te amar
E você não me deixará a terra voltar

Até lá
Só peço uma coisa simples assim
Lua, brilha, brilha e sorri pra mim
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