quarta-feira, agosto 30, 2006


Aline - Nossa Campe� da Vida Posted by Picasa

Campeã da Vida

Campeã da Vida

60 dias, 60 noites se passaram e o vento beija ternamente o rosto de Aline; ela retribui o beijo com seu sorriso - eterno sorriso - sorriso que vale mais que mil palavras, sorriso de quem parece ouvir o vento sussurrar em seu ouvido : “Seja bem vinda aqui fora, Campeã da Vida!”

Mesmo passando por situações que você ou eu teria chorado, brigado e desistido; ela encarou tudo com alegria e quando muitas vezes tudo parecia desanimador, a vida sempre jorrou por suas veias, se abrindo em pétalas de sorriso. Perto do que ela passou, os nosso problemas viram planetinha comparado com o tamanho do Universo; nossos motivos para stress, nossas brigas, nossas picuinhas, nossas dores de cabeça vão perdendo o sentido, vão ficando micro, perto do sorriso macro que emana da sua alma - alma de vencedora, de teimosa - pois só sendo teimosa para sorrir, enquanto o mundo a sua volta parece parar; parece não ter movimento, parece não caminhar. Parece... pois pouco a pouco, Aline está provando para todos ao seu redor que ela não era a menina porcelana , pelo contrário, Aline é Guerreira Amazona, uma mulher maravilha que a cada volta da vida, surpreende todos ao seu redor com a sua força, energia e bom humor.

Dizem que ela está muito bem; o que pouco se fala é do amor que ela recebeu e não guardou só para si; esse amor enviado por milhares de preces, vibrações e emanações que todos enviaram durante o tempo em que ela esteve no hospital refletiu em seu sorriso e voltou em dobro para quem enviou. Falo isso porque toda vez que rezava para ela, eu sentia vontade de sorrir, me sentia mais forte e com mais certeza que ela sairia da UTI, sairia do hospital e surpreenderia todos nós. Acho que não fui o único...

60 dias, 60 noites e nada conseguiu afastar a sua vontade de sorrir, de conquistar todos ao seu redor, de batalhar, de continuar sua jornada nesse planetinha azul. Deus realmente devia estar namorando quando a criou.

domingo, agosto 20, 2006


Dan�ando Forr� em frente ao Taj Mahal Posted by Picasa

O Sagrado e O Profano

O Sagrado e O Profano

Quero provar o que quero, sou teimoso, sei que erro, mas também sei que
acerto.

Quero sentir o que há para sentir, sem vergonha, sem receio, pois não tenho
medo de coração partido; sei que para achar a tampa da minha panela, vou
sofrer, vou ser ferido; mas também sei que além do espinho, há a beleza da
flor e o doce sabor das pétalas se abrindo, em cada toque, em cada carinho,
nessa jornada de não esta no mundo sozinho.

Meu coração é a bússola, mas deixo o barco navegar. Na Ilha do Amor hei de
chegar, mas até lá deixo meu corpo me guiar pelo mar das atrações e
sintonias, tentando perceber quem não se encaixa e quem esta na minha, ao
mesmo tempo que conheço cada vez mais quem eu sou e o que me fascina.

Sei que na busca do amor nada é pecado e tudo é sagrado; sei também que quem
aponta o dedo, morre de vontade de provar daquilo que diz ser errado, por
isso entrego-me nessa busca com todo o meu ânimo, pois desconfio que o anjo
desce a terra de vez em quando, para provar do que é profano.

Com ou sem alguém vou seguindo meu caminho, com o coração aberto a quem
pintar no meu caminho e me convide para a dança do “vir pra ficar”, mas se
isso não rolar, pelo menos terei provado o que é, entre os seres humanos, o
momento mais sagrado: a beleza de amar e ser amado.

Frank

segunda-feira, agosto 14, 2006


Eo Krishna Das mostrou que � ao vivo que os mantras e cantos de devo��o tocam realmente os nossos cora��es Posted by Picasa

Todos dan�aram e cantaram o Mahamantra Posted by Picasa

My Lady confortavelmente assistia o show e pousava pra mim Posted by Picasa

Show do Krishna Das - Estacionamento do Credit Card Hall Posted by Picasa

Show do Krishna Das

Ola a todos

Ontem, domingo pela manhã, rolou o show inesquecivel do Krishna Das. Para quem conhece o trabalho do cara, foi muito bacana ver (ouvir) que aquele voicerão todo não é arranjo de estúdio.

Auri e eu encontramos vários outros voadores por lá e juntos pulamos ao som do mahamantra e nos preparamos para as grandes mudanças cantando On Namah Shiva Ya.

Gente de todas as tribos estavam presentes e a sensação de paz estava no ar. No final do show,
incrivelmente todos estavam tão sintonizados que não houve aplauso, mas um profundo silêncio, como se todos estivessem sentindo a repercussão dos mantras e canções de devoção repercutirem na alma.

On Bagavatha a todos e que a paz esteja sendo emanada para os céus do mundo todos os dias através dos mantras das batidas dos nossos corações.


Frank Oliveira

sábado, agosto 12, 2006


O Coelho e a Tartaruga (Classic Image) Posted by Picasa

sexta-feira, agosto 11, 2006

O Coelho e a Tartaruga

Minha vida é como aquele famoso conto: O Coelho e a Tartaruga. Por vezes sou a tartaruga, mas na maioria das vezes, corro e vivo como o coelho.

Quero chegar mais rápido ao destino; quero a casa pronta antes do primeiro tijolo; quero ouvir "eu te amo" antes do primeiro beijo e quero pra ontem o que comecei a fazer hoje. O irônico é que quanto mais eu corro, mas a vida me dá evidências que preciso diminuir a velocidade e que se eu continuar nesse rítmo, não passarei da próxima curva.

Sob o meu comando, a tartaruga sorri pacientemente no banco e espera o momento de eu deixá-la participar dessa corrida, mas luto, ignoro, teimo e deixo-a aguardando, afinal sigo o rítmo do mundo; as demandas da cidade grande. Vivo a "filosofia do coelho" no mundo profissional, no beijo rápido em quem amo por estar sempre atrasado, no telefonema da minha mãe que nunca tenho tempo para atender, no convite dos amigos que sempre deixo a esperar. Quando deixo a tartaruga atuar, e isso só ocorre por alguns instantes, percebo com lucidez que por quase todo o tempo, sou o coelho branco da Alice sempre com um relógio à mão, sempre indo para algum local e chegando à lugar nenhum.

Esses dias, no meio de mais uma corrida diária, senti uma dor bem forte no peito. Pressionado, o coração gritou: pare!

Senti o mundo rodando mais rápido que o sangue que corria em minhas veias, mais rápido que os carros que passavam na avenida com seus passageiros coelhos que nem perceberam outro coelho tropeçando, caindo e se segurando numa árvore, como se ela pudesse devolver o ar que lhe faltava aos pulmões. Em meio a dor, notei a tartaruga no banco de reservas, pedindo para assumir, mas o coelho ficou gritando: "O chefe vai nos matar se nós o fizermos esperar. Esquece a tartaruga! Se recupera logo! Estamos atrasados; temos mais um prazo para alcançar, mas um serviço para finalizar".

Talvez por causa da dor ou por ter me dado conta do quanto o coelho não estava me ajudando naquela situação, deixei a tartaruga assumir a posição e coloquei o coelho no banco. Respirei fundo e a deixei conduzir o ar de volta aos meus pulmões. Com a sabedoria milenar de quem aprendeu a esperar, a tartaruga acalmou meu coração, encheu de paciência o meu sangue e fez minha mente ficar serena, tranquila e limpa. Não demorou muito e eu estava me sentindo melhor, então, arrumei a gravata e sorrindo voltei a pista: estava de volta à corrida novamente. Agradeci a tartaruga, mas injustamente a substitui pelo coelho, que assumiu sua posição titular, já ordenando: corre, estamos atrasados!

Como já disse, minha vida é uma corrida entre o Coelho e a Tartaruga. Por vezes sou a tartaruga, mas na maioria das vezes, mesmo com a vida me ensinando que preciso diminuir o ritmo, sou teimoso e vivo escalando o coelho; contudo a vida é mais esperta e não vai demorar muito para ela me mostrar novamente que a tartaruga sempre vence no final.

quarta-feira, agosto 09, 2006


Os sobrinhos do Frank em profundo e "fake" estado de medita��o Posted by Picasa

Lixo na Alma

Lixo na Alma

Dona Margarida ficou surpresa quando recebeu a intimação da Segurança
Sanitária da cidade de São Paulo. Ela estava sendo indiciada por crime
contra a saúde pública por guardar em casa algumas toneladas de lixo, que
segundo ela, eram apenas objetos, pertences e lembranças que ela tinha
certeza que usaria algum dia.

Especialistas trataram de correr para os programas de televisão para dar
explicações sobre a razão pela qual a doce senhora guardava toneladas de
restos de comida, jornais e revistas antigos, objetos enferrujados e
milhares de outros objetos em casa. Eles disseram que o hábito, um tanto
estranho, da Dona Margarida poderia ser causado por duas patologias :
Sindrome de Diogénes - alterações cerebrais que suprimem a crítica e o senso
de percepção de inadequação - e Transtorno Obssessivo Compulsivo, onde o
sujeito tem uma certa mania de colecionar coisas, objetos, de forma
exagerada para uma suposta utilização futura. Bem explicado e dado nome aos
bois, todos os especialistas voltaram para as suas clínicas e laboratórios,
mas se esqueceram de se olharem no espelho e se darem conta que de Dona
Margarida, todos nós temos um pouco.

Você acha que não?

Quantas objetos acumulamos em nossas casas que não terão a menor utilidade?
Jornais antigos, livros criando mofo na estante, revistas lidas, roupas e
blusas de frio que não usaremos mais.
Se é assim em casa, imagina quanta tranqueira inútil não carregamos na alma?
Quantas emoções grudentas e sentimentos ruins guardamos no peito, com a
esperança infeliz de um dia serem utilizados contra alguém. Você acha que
não? Posso te garantir que tem muita gente por ai que guarda toda uma
munição de mágoa, raiva e rancor para o contra ataque que ocorrerá no dia em
que ela reencontrar a pessoa que a magoou. Quem pode culpá-la, afinal, jogue
a primeira pedra quem nunca fez isso?

Por que será que não conseguimos nos despreender de tantas coisas e
sentimentos inúteis? Por que será que guardamos tantos entulhos em casa e na
alma?

Será que é preciso que nossa casa ou nossa alma seja invadida pelo dedo
alheio apontando o lixo que não conseguimos mais ver, mas que está
encrustado ao nosso redor?

A pergunta seguinte é: como podemos nos livrar desse lixo todo?

A Vida que é especialista em perdão, compaixão e envolução diria: Limpando,
reciclando e principalmente desapegando!

Mágoa e raiva de amigos ou familiares são munição inútil para quem já
aprendeu que "também morre quem atira".

Livros nunca lidos merecem receber a leitura de outras pessoas; podem ainda
virar alimento para as crianças famintas por conhecimento das bibliotecas
públicas.

Revistas e jornais podem ser reciclados; roupas podem ser doada; abraços
podem ser dados.
Nossa roupa velha ainda tem utilidade. Sabe aquela blusa antiga que você não
usa há anos? Ela poderia estar aquecendo alguém numa noite fria.

Sabe aquele 'eu te perdôo" mofando em algum lugar entre os desejos de
vingança? Ele poderia arrancar sorrisos e se alquimizar em paz no coração
daquelas pessoas que por imaturidade e insegurança, pisaram no seu calo
nessas caminhadas em conjunto da vida.

Faça uma lavagem na sua alma, despreenda e recicle. Doe o que já não lhe
serve mais e jogue no lixo o que é lixo. Só o que devemos guardar conosco é
o nosso coração, nada mais.

Os chineses dizem que " em casa de água parada, a prosperidade não passa".
Como está a sua casa? O que você anda carregando na alma?


Frank Oliveira
http://cronicasdofrank.blogspot.com
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